O Parlamento – Pouco debate e muita reclamação

Em clima de véspera de feriado, a sessão desta terça-feira, 30, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foi morno, com alguns respingos de reivindicação. O deputado José Bestene (Progressistas) disse que não era pau mandado, já Antônia Sales (MDB) cobrou melhorias na saúde e mais profissionais na região do Juruá. Daniel Zen (PT) quer logo a reforma da reforma administrativa, para voltar com o Instituto Dom Moacyr.

Brigando com o vento

Sem direcionar as críticas, Bestene subiu na tribuna para brigar, seja lá com quem fosse. Até para a imprensa sobrou. Ele quer que todos saibam que alguns atendimentos de saúde devem ser feitos pelo poder municipal, e não pelas UPAs. Diz ele que a imprensa tem que saber disso.

Pau mandado

E em um recado para alguém, Bestene soltou: “Não vai ser nesse mandato que vou ser pau-mandado de alguém. Quero estar bem com a opinião pública”. Parece que estava falando com aqueles que afirmam ser ele o responsável pela pasta da Saúde, onde seu sobrinho é secretário.

Ensino profissional

Daniel Zen cobrou celeridade na retomada do Instituto Dom Moacyr, que por anos foi o órgão responsável pela educação profissional do Acre. A reforma administrativa feita pelo atual governo extinguiu o órgão, mesmo com projetos e convênios em curso, fazendo com que os funcionários, mediadores e alunos estejam desde janeiro sem receber as bolsas de estudo e os salários.

Pedido ao líder

Zen pediu para que o líder do governo na Aleac, Gerlen Diniz (Progressistas), interceda: “Líder, por gentileza, faça gestão com a Casa Civil para que encaminhe a reforma da reforma e possamos restituir o Instituto Dom Moacyr como autarquia. Já fazem três meses que mediadores e alunos não recebem suas bolsas”.

Educação sem aulas

Teve reclamação de membros da base em questões do governo do Estado. Primeiro foi Cadmiel Bomfim (PSDB), cobrando que os trabalhadores terceirizados das escolas públicas sejam pagos. Segundo ele, em Feijó já tem escolas sem aula esta semana, por causa de protestos destes funcionários, que fazem a manutenção das escolas.

Saúde no Juruá

A outra reclamação contra o governo, foi de Antônia Sales (MBD), também da base. Ela denunciou um desmonte na saúde pública, por causa da falta de profissionais, principalmente em Cruzeiro do Sul. “As cirurgias estão reprimidas desde o governo passado, com filas imensas pela falta de médicos, ginecologistas, para resolver o problema”