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Acre pode ser pioneiro em energia por bateria para acabar com apagões

Por Redação Juruá em Tempo.16 de fevereiro de 20262 Minutos de Leitura
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Moradores de Feijó, Cruzeiro do Sul e demais cidades do Acre podem finalmente ver a solução para um problema antigo: a oscilação constante e os apagões frequentes que atrapalham o dia a dia e os negócios locais. Um estudo técnico recém-divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que uma gigantesca bateria com tecnologia grid-forming, capaz de atuar como um “cérebro” da própria rede elétrica, pode ser a chave para garantir energia estável mesmo quando linhas de transmissão saírem do ar.

Diferente das usinas termelétricas que queimam combustível e mal conseguem reagir a falhas repentinas, o sistema de baterias planejado responderia quase instantaneamente a quedas ou falta de energia, mantendo o fornecimento ligado por até duas horas em situações de emergência e operando de forma independente quando necessário.

O que está por trás da tecnologia grid-forming?

Estudo técnico recém-divulgado pela EPE aponta que uma gigantesca bateria com tecnologia grid-forming, capaz de armazenar energia

– Foto: Ricardo Botelho/MME

A grande inovação está na capacidade do sistema de energia de “formar” a própria rede, ou seja, estabelecer referência de tensão e frequência sem depender totalmente de fontes externas. Isso representa um salto tecnológico para uma região que historicamente depende de termelétricas modestas ou enfrenta interrupções frequentes desde sua interligação ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Além de trazer vantagens técnicas, a solução foi apontada como mais eficiente e economicamente mais vantajosa do que simplesmente instalar novas termelétricas na região, um alívio para os cofres públicos e consumidores.

A tecnologia poderá atender mais de 200 mil pessoas com maior confiabilidade e menos interrupções, algo que especialistas afirmam ser especialmente importante em áreas isoladas ou com infraestrutura de transmissão delicada. O total de investimentos planejado gira em torno de quase R$ 1 bilhão, parte dos quais será usado para a construção de novas linhas de transmissão de alta tensão interligando comunidades e fortalecendo a malha elétrica.

Por: Contilnet.
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