Uma denúncia feita por uma adolescente de 13 anos levou à prisão preventiva do próprio pai, suspeito de abusar sexualmente dela e de outras duas filhas, de 11 e 6 anos, em Rio Branco. O homem, de 39 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira, 24, no bairro Taquari, após decisão da Justiça.
Segundo as investigações, as três meninas viviam com o suspeito e eram vítimas de abusos sexuais constantes. O caso também revelou a situação do filho mais novo do investigado, um menino de apenas 6 anos, que, além de sofrer maus-tratos, era obrigado a presenciar os atos de violência sexual praticados contra as irmãs.
De acordo com os relatos colhidos durante a investigação, o homem utilizava ameaças para impedir que os crimes fossem revelados. As crianças teriam sido ameaçadas de morte caso contassem a alguém o que acontecia dentro de casa.
Relato da filha mais velha interrompeu ciclo de violência
O caso começou a ser descoberto quando a adolescente de 13 anos decidiu procurar ajuda e relatar os abusos a uma tia.
Ao tomar conhecimento da situação, a familiar procurou imediatamente as autoridades para registrar a ocorrência e denunciar os fatos.
A partir do relato da vítima, foi instaurada a investigação que reuniu elementos considerados suficientes para a solicitação da prisão preventiva do suspeito.
Segundo a delegada titular da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), Carla Fabíola Coutinho, a adolescente decidiu romper o silêncio após não suportar mais os abusos e as ameaças.
Diante dos indícios levantados durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. A medida foi autorizada pela 2ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Rio Branco.
“A vítima mais velha, cansada dos abusos e das ameaças sofridos, resolveu contar os fatos a uma tia, que veio imediatamente à delegacia registrar a ocorrência”, informou a delegada titular da Decav, dra. Carfa Fabíola Coutinho.
Após o cumprimento do mandado judicial pela equipe de investigadores, C.F.S. foi conduzido à DECAV e permanece preso, à disposição do Poder Judiciário.

