Quando um prefeito do tamanho político de Zequinha Lima manda avisar que “falta muito pouco para a caixa d’água transbordar”, o recado não pode ser tratado como mera insatisfação passageira. É um alerta.
O prefeito de Cruzeiro do Sul demonstra crescente desconforto com o governo Mailza Assis. A principal reclamação é que adversários políticos estariam sendo prestigiados com cargos e espaços de poder, enquanto aliados históricos, que defenderam o projeto liderado por Gladson Cameli, seguem sem reconhecimento.
Mais grave ainda é a crítica à influência do marido da governadora, Madson Cameli, apontado por integrantes da base como figura central nas decisões políticas e nomeações do governo.
Na política, a lealdade tem valor. E quando quem ajudou a construir vitórias eleitorais começa a se sentir descartado, o desgaste deixa de ser administrativo e passa a ser eleitoral.
Zequinha não está reclamando apenas por cargos. Está cobrando respeito político. E, pelo tom do recado, a paciência parece estar chegando ao limite. Se o governo continuar ignorando os sinais, poderá descobrir nas urnas o tamanho do problema que hoje prefere não enxergar.

