Rio Branco, Acre, 26 de outubro de 2020

PM é preso por atirar e matar segurança em balneário

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Um policial militar matou um homem com quatro tiros na tarde deste domingo (24) em um balneário, na estrada do Quixadá. A informação foi confirmada pela Polícia Militar (PM). De acordo com a PM, o sargento Jorge Weston de Andrade Mendes teria chamado a esposa da vítima para dançar, gerando uma discussão.

Após a briga, Raimundo Carlos Costa de Araújo, de 37 anos, acabou sendo atingido por quatro tiros. O velório acontece na manhã desta segunda-feira (25), no bairro Esperança II.

O major Flávio Inácio disse que quando a equipe chegou no balneário, Araújo já estava morto.

“O Samu foi chamado e o sargento conduzido pela guarnição até o 5° batalhão e depois para a Defla. Ele foi autuado em flagrante e em seguida foi ao IML. Agora ele está na unidade prisional, que é o Quartel de Operações Especiais, aguardando os procedimentos da justiça”, explicou Inácio.

Para a polícia, a briga teria começado porque Weston chamou a esposa da vítima para dançar. “Naturalmente o rapaz não gostou da atitude, teria chamado a atenção dele, dizendo que a moça estava com ele e gerou uma discussão em que o rapaz desferiu um soco na boca dele [sargento] e isso foi diagnosticado no exame de corpo de delito”, afirma.

Uma testemunha que estava no local e não quis se identificar conta que Araújo não teria dado um soco no sargento e que o policial estava alterado e teria mexido com a mulher da vítima.

“Ele estava muito louco, ninguém chegou perto dele, eu estava com medo. Ele mexeu com a mulher da vítima, mas não chegou a brigar, trocaram olhares e se tocaram. Não houve agressão física, apesar de os seguranças de lá dizerem que a vítima deu um soco no policial”, afirma.

Sobre a ingestão de bebida alcoólica do sargento, o major diz que pelo contato que teve com o acusado não percebeu estado de embriaguez. “Ele não demonstrava mudança de comportamento, se houve ingestão de bebida deve ter sido pouca, pois ele não estava exaltado, estava tranquilo e colaborou com a polícia”, acrescenta.

A testemunha conta ainda que a situação assustou as pessoas que estavam no local. “Era bala para todo lado, por pouco não pegou em nós. Saímos nos arrastando pelo chão, do lado da nossa mesa tinha uma bala no chão”, finaliza.

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