Rio Branco, Acre, 27 de novembro de 2020

Petecão, senador que acusou Dilma de ‘fazer pacto com o Diabo’, é réu em processo no STF por compra de votos

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O senador Sérgio de Oliveira Cunha, o Petecão, do PSD do Acre, perguntou a Dilma se ela tinha feito “pacto com o diabo” para se reeleger em 2014.

Petecão lamentou que petistas — adversários locais dele — tentaram cassar seu mandato, o que foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal. Dilma não respondeu diretamente à pergunta.

Petecão fracassou três vezes na tentativa de se tornar prefeito de Rio Branco, mas teve sucesso na carreira parlamentar. Foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado federal e agora está no Senado.

Ele responde a quatro ações no STF.

Na Ação Penal 542, ele é acusado de peculato. Quando deputado estadual no Acre, Petecão teria forjado faturas para reembolso de passagens aéreas no valor de R$ 78 mil. O prejuízo da União no recolhimento de impostos foi de R$ 99 mil.

Petecão também é acusado de crimes eleitorais por ter omitido bens em sua declaração à Justiça Eleitoral do Acre: duas casas lotéricas, uma gleba de terra, quatro lotes, 480 cabeças de gado e uma casa. O relator do inquérito é o ministro Celso de Mello.

Outro caso ainda a ser julgado é a Ação Penal 880.

Petecão é acusado, quando presidente da Assembleia Legislativa do Acre, de ter montado um esquema para compra de votos com o presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco.

O esquema envolvia presidentes de associações de bairros da capital acreana. A Emurb prometia obras em troca de votos para eleger Petecão.

Na mesma campanha, Petecão teria montado esquema para comprar votos através da distribuição de terrenos, bicicletas e aparelhos eletrônicos.

Além disso, responde por montar esquema com laranjas, que teriam obtido empréstimos bancários com o objetivo de pagar R$ 50 por voto.

Naquela campanha, em 2006, Petecão se elegeu deputado federal com 27.936 votos.

O senador acreano é mais um exemplo, nesta Galeria dos Hipócritas, de que o foro privilegiado junto ao STF é praticamente garantia de impunidade, dado que os processos se arrastam por anos a fio.

Acusado de crimes eleitorais gravíssimos, Petecão agora é juiz de Dilma, que pode perder os direitos políticos por 8 anos sob acusações vagas, ainda por se provar.

Fonte: Viomundo

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