Rio Branco, Acre, 23 de novembro de 2020

Doação de órgãos: a transformação do luto em vida

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Dois meses após a morte do irmão, as lágrimas de Maria Aizia Gomes, 35, já não são só de tristeza ou luto, mas também de emoção e felicidade pelo gesto de amor e solidariedade que a família realizou.

Arnailson da Silva, de 43 anos, sofreu um acidente de trabalho e teve morte encefálica. A Central Estadual de Transplante entrou em contato com os familiares, que autorizaram a doação dos órgãos. “É gratificante saber que a morte dele possibilitou que outras pessoas tivessem esperança de vida. Doamos as córneas, os rins e o fígado. Foi uma forma de mantê-lo entre nós”, contou Maria Aizia.

O Brasil é referência mundial em transplantes. Em 2015, foram realizadas 23.666 cirurgias e 1.164 órgãos, e 2.409 tecidos foram transportados. Houve ainda 110 órgãos e 219 tecidos transferidos por meio de voos fretados e transportes terrestres em parceria com as Centrais Estaduais de Transplantes. Os dados são do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

No Acre, foram realizados 268 transplantes desde a fundação da Central Estadual de Transplante em 2006. Desses, 172 de córnea, 82 de rins e 14 de fígado.

Redução do número de pessoas na fila

Nos primeiros seis meses de 2016, o país bateu o recorde, com 1.438 doadores – 7,4% a mais que o mesmo período em 2015.

Essas doações possibilitaram a realização de 12.091 transplantes entre janeiro e julho deste ano. As operações de órgãos mais complexos, como pulmão, fígado e coração, registraram aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado.

A divulgação desses dados marca o mês de comemoração do Dia Nacional da Doação de Órgãos, 27 de setembro.

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