Governo anuncia reforço com mais servidores e ampliação da fiscalização nas fronteiras para enfrentar o coronavírus

Em coletiva de imprensa no Palácio Rio Branco, governador, o secretário de Saúde, Alysson Bestene e demais autoridades em Saúde pediram que a população ajude na empreitada contra a covid-19

O governador Gladson Cameli afirmou que o estado vem tomando todas as providências necessárias para, se não conter o alastramento do coronavírus no Acre, minimizar a sua disseminação entre os acreanos, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 16, no Palácio Rio Branco.

Na ocasião, ele anunciou que vai assinar nas próximas horas o decreto governamental que vai permitir, entre outras medidas, a convocação de servidores públicos, sobretudo da Saúde e da Segurança, à disposição de outras pastas, e o fortalecimento de fiscalizações imigratórias nas fronteiras e nos aeroportos do Acre, por meio do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Estado do Acre.

“Estamos tomando todas as medidas para evitar qualquer situação que possa colocar em risco as pessoas. A situação preocupa, mas o estado esteve e estará presente em todas as circunstâncias”, afirmou Cameli, na coletiva da qual participaram as autoridades governamentais em Saúde envolvidas no enfrentamento à pandemia.

O chefe do Poder Executivo estadual fez um apelo para que a população colabore com as medidas de prevenção e que assimilem as informações que são repassadas diariamente pelo governo do estado e pelos profissionais da Secretaria de Estado de Saúde do Acre e seus departamentos.

Chefe do Poder Executivo estadual fez um apelo para que a população colabore com as medidas de prevenção Foto: Diego Gurgel

“Preciso externar aqui um apelo para o fato de que todos têm que ajudar no combate a esse mal. Que a população deve ser a grande parceira do estado neste momento”, ressaltou o governador, ao lado do secretário de Estado de Saúde, Alysson Bestene, do secretário de Justiça e Segurança Pública, Paulo Cézar dos Santos, do médico infectologista Thor Dantas e da secretária-adjunta de Saúde, Paula Mariano.

No Acre, de 20 casos notificados para a covid-19, apenas oito tinham se tornado supeitos, mas foram todos descartados por exames do Laboratório Charles Mérieux, que funciona na Fundação Hospitalar do Acre. O estado segue sem casos confirmados para a doença.

Situação é de pandemia, mas não de alarde

O secretário de Estado de Saúde do Acre, Alysson Bestene, afirmou que o anúncio da Organização Mundial de Saúde (OMS), de ter decretado situação de pandemia, é motivo de preocupação, mas no estado não deve ser encarado como uma circunstância desesperadora.

Secretário de Saúde Alysson Bestene afirmou que o apoio da imprensa está sendo fundamental para que as pessoas fiquem bem informadas e elogiou os veículos locais pela qualidade dos serviços que estão prestando Foto: Diego Gurgel

“Para a população, afirmo que começamos a nos preparar logo que foram divulgados os primeiros casos na China, no início de janeiro, com ações prévias antes mesmo da chegada da doença a outros países no entorno do epicentro”, disse.

Segundo Alysson Bestene, “ainda estamos em estado de vigilância e redobraremos essa mesma vigilância com os eventuais primeiros casos”.

Alysson afirmou que o apoio da imprensa está sendo fundamental para que as pessoas fiquem bem informadas e elogiou os veículos locais pela qualidade dos serviços que estão prestando.

Para quem chega ao Acre, apelo é que fique uma semana de quarentena

O secretário Alysson Bestene pediu que acreanos que estão chegando de outros estados ou países façam o esforço de ficar em casa por até sete dias, mesmo que não estejam sentido nada.

“Mesmo que não tenham sintomas, pedimos para que esperem em suas residências por até sete dias, observando se surgem anormalidades. Essa quarentena voluntária, sem ir ao trabalho, à escola ou a qualquer outro local, é um dos melhores métodos para que possamos quebrar a cadeia de contágio”, informa Bestene.

O mesmo não vale para as pessoas que também estão retornando ao Acre, mas que já apresentam sintomas. “Para essas pessoas, se faz necessário que se desloquem até uma unidade de saúde ou ao Hospital de Urgência e de Emergência de Rio Branco para a coleta de material para o teste”, explicou o secretário.