Rio Branco, Acre, 25 de novembro de 2020

PIB do Acre teve segunda pior variação do país em 2018, diz IBGE

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Por Redação Juruá Em Tempo.
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O Produto Interno Bruto (PIB) do Acre cresceu 0,5% e deixou o estado com a segunda pior variação entre os anos de 2017 e 2018. Os dados são das Contas Regionais de 2018 divulgados na última sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE).

O percentual ficou abaixo da média do indicador nacional, de 1,8%. Outros 12 estados tiveram crescimentos menores ao do país.

Ainda conforme o IBGE, a variação do Acre, ainda que positiva, foi afetada pela queda em volume na agricultura, já que o aumento da produção de soja não compensou a retração na produção de mandioca.

O PIB do Acre, em 2018, foi estimado em R$ 15,33 bilhões e sua participação na economia brasileira se manteve em 0,2%. O PIB per capita, por sua vez, foi de R$ 17.636,88.

O estudo apontou ainda que a queda da agropecuária e indústria foi compensada pelo crescimento de serviços, que representou mais de 80% da economia do estado.

Estados com piores variações do PIB entre 2017 e 2018

Setores

A agropecuária apresentou a maior retração entre os três grupos de atividades econômicas, com queda em volume de 9,5%. De acordo com o IBGE, além da retração em volume, a agropecuária perdeu participação na economia do estado, ao passar de 10,5%, em 2017, para 8,9%, em 2018.

Conforme o estudo, o resultado foi influenciado fortemente pela atividade de agricultura, inclusive o apoio à agricultura e a pós-colheita, que registrou retração expressiva de 32,3%. Esse desempenho foi motivado, sobretudo, pela queda na produção da mandioca, produto de grande destaque na agricultura do Acre.

Contribuíram ainda para o desempenho negativo da agricultura, a retração no cultivo de cereais e em alguns produtos da lavoura permanente. Em contrapartida, apresentaram expansão as atividades de pecuária, inclusive o apoio à pecuária (9,5%) e produção florestal, pesca e aquicultura (0,7%).

Ainda de acordo com o levantamento, a indústria, que representou 8,0% do valor adicionado bruto do estado em 2018, registrou queda em volume de 4,0%, em 2018.

A redução verificada foi influenciada, segundo o IBGE, pelo desempenho da construção, que registrou retração em volume de 9,1% por eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, cuja variação foi de -4,0%.

Crescimento

Já a atividade de indústrias de transformação, apresentou crescimento de 3,6%, justificado pela fabricação de produtos alimentícios. Indústrias extrativas, apesar de pouco expressiva no estado, também cresceu, devido à extração de minerais não metálicos.

Serviços foi o grupo de atividades de maior peso na economia do Acre, com participação de 83,1%, e registrou expansão em volume de 1,9% em 2018, em relação ao ano anterior.

As atividades que mais contribuíram para o crescimento dos serviços foram: comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com expansão em volume de 7,5%; atividades imobiliárias (7,1%); e atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (1,0%).

Já administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, atividade de maior participação na economia do estado em 2018, com 40,1%, apresentou retração de 0,8%. As demais atividades que recuaram foram informação e comunicação e serviços domésticos, com retrações em volume de 5,6% e 14,9%, respectivamente.

Fonte: G1 Acre.
 

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