Aluno entra na Justiça contra professora da UFAC, perde ação e acaba tendo que pagar R$ 3 mil

Uma professora da Universidade Federal do Acre (Ufac), campus Cruzeiro do Sul, interior do Acre, ganhou na Justiça uma indenização de R$ 3 mil de um universitário. O aluno processou a professora alegando que era perseguido, mas acabou condenado por litigância de má-fé.

A decisão é do Juizado Especial Cível da Comarca de Cruzeiro do Sul e cabe recurso. Além da indenização, o aluno tem pagar uma multa de 5% do valor da causa pelo crime.

A professora do curso de Letras disse que não quer comentar o caso porque “ o processo foi muito complicado e foi um ano horrível”. A professora finalizou falando que só quer encerrar o assunto.

Exposição

Os demais professores afirmaram que o universitário era agressivo e perseguia a professora.

Ainda segundo a sentença, ficou evidente que o aluno expôs a professora em várias situações constrangedoras de xingamentos e acusações, além de a desrespeitar e intimidá-la diante dos demais alunos da sala de aula.

Concomitante, o universitário buscou a Justiça em 2018, alegando que era perseguido pela professora e pediu indenização por danos morais e uma retratação pública tanto para ele como para turma.

Ainda segundo a Justiça, a professora apresentou provas, como prints de conversas no aplicativo WhatsApp e do Facebook, em que o acadêmico colocava a professora em situação vexatórias e desrespeitosas.

“A todo o momento, a professora buscou amenizar as situações de agressividade (…). A conduta do autor, ao chamar a reclamada de mentirosa, bem como de mau caráter, diante dos docentes da instituição, conforme narrado pela testemunha, é um exemplo da notória intenção de macular a imagem da reclamada”, afirmou na sentença.

Perda da bolsa

Na sentença, a Justiça afirma que houve alguns desentendimentos com o aluno começaram primeiro por causa de um ar-condicionado e depois devido da bolsa de estudo do aluno. O acadêmico alegou que tinha uma doença e foi inserido na educação especial.

Porém, após exames de uma junta médica a pedido da coordenadora, foi comprovado que a doença do acadêmico não se enquadrava no ensino especial. O rapaz foi suspenso por 30 dias e após avaliação do colegiado da Ufac.

Ainda no processo, a Justiça diz que o o aluno tentou enganar o Poder Judiciário e manipular a decisão, ficando evidente a má-fé.

Informações Aline Nascimento – G1