Dólar turismo dispara e já chega a R$ 4,54 no cartão em casas de câmbio no Rio

O dólar turismo , que opera em alta há três dias, é comercializado nas corretoras do Rio em seu maior valor desde a sua escalada , na última quarta-feira. Nesta sexta-feira, a divisa americana chegou a R$ 4,29 em espécie, e R$ 4,54 no cartão. Já o euro, é vendido a R$ 4,80 em papel moeda, e a R$ 5,08 no cartão. Nos valores das casas de câmbio consultadas, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é de 1,01% nas compras de papel-moeda e de 6,38% para o cartão pré-pago, já está incluso.

Na DG Câmbio, o dólar turismo encerrou cotado a R$ 4,29, enquanto o euro ficou a R$ 4,80. No cartão, as moedas eram vendidas por R$ 4,54 e R$ 5,08, respectivamente.

No final do dia, a e Franca Turismo vendia a moeda norte-americana em espécie por R$4,25 e o euro turismo por R$4,80 em papel moeda. A Franca não oferece a opção da compra em cartão.

Nas casas Aliança e Europa Câmbio, o câmbio turismo fechou o dia sendo comercializado em espécie por R$ 4,28 e R$ 4,27, enquanto a divisa europeia saía por R$ 4,79, e R$ 4,80, ambas respectivamente.

No cartão pré-pago, a moeda americana saiu por R$ 4,49, na Aliança, e R$ 4,51, na Europa Câmbio. O euro turismo, no pré-pago, saiu a R$ 5,02 e R$ 5,03, respectivamente.

Segundo corretores das casas de câmbio, há bastante especulação, mas quase nenhuma compra.

— A procura está ruim, nesses últimos dias está muito fraco. As pessoas especulam bastante, ligam várias vezes, mas ninguém vem realmente comprar — explica uma corretora da Europa Câmbio.

Desde a última quarta-feira, que foi um dia tenso para o mercado, o dólar turismo vem sendo comercializado em alta gradual. Nas corretoras do Rio, o primeiro dia de alta registrou o valor máximo de R$ 4,20 . Na última quinta-feira e hoje, sexta-feira, os valores foram a R$ 4,22 e  R$ 4,29, respectivamente.

A escalada da moeda americana se dá principalmente por causa do cenário global e doméstico, que influencia na cotação das moedas . Entre as principais causas para a alta, estão a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que impacta a moeda dos países emergentes, além do receio dos empresários em relação a um possível atraso na reforma da Previdência .