O Parlamento – “Foi tanta pancada”, base se revolta com o governo

Na estreia de um novo líder governista, Luiz Tchê (PDT), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira, 7, todos os deputados da base resolveram se revoltar com alguma ação do governo do Estado. Mesmo assim, peedetistas resolveu não se pronunciar na tribuna, apenas ouvir e falar com parte da imprensa: “Tem muita coisa que precisa ser acertada, mas a base existe”.

Que base?

A história do dia foi a seguinte: Neném Almeida (Solidariedade), Cadmiel Bomfim (PSDB), Marcos Cavalcante (PTB), Antônia Sales (MDB) bateram pela base, Roberto Duarte (MDB) bateu de forma independente e Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Jenilson Leite (PCdoB) pela oposição. Da situação, ninguém defendeu o nome de Gladson e seu governo.

Porco-espinho

Para a representante do Juruá, Antônia Sales, o governador tem colocados verdadeiros infiltrados para atrapalhar os trabalhos. “O governador precisa tirar os porcos-espinhos que existem no governo e que só atrasam sua gestão”, disse a parlamentar. Só não disse nomes.

Em Feijó

Cadmiel e Cavalcante esbravejaram sobre a situação da estrada para o aeroporto de Feijó. Na última semana, um paciente passou quase duas horas esperando, entubado, enquanto sua ambulância estava atolada pouco antes de chegar à pista. O governo do Estado sempre cuidou deste acesso para não se tornar totalmente intrafegável. “Vamos visitar o estado, governador, onde o senhor foi pedir voto”, disse Cavalcante.

Problema na educação

Calegário trouxe uma denúncia importante para a casa. Ele aponta que o governo do estado, por meio da Secretaria de Educação, firmou contrato com uma micro-empresa do Amazonas no valor de quase R$ 9 milhões. O detalhe é que por ser uma micro-empresa, ela poderia movimentar, apenas, um pouco mais de R$ 300 mil por ano.

Por que de fora?

Outro questionamento do parlamentar, é por que trazer uma empresa de fora do estado para prestar este serviço e mesmo sem licitação, fazendo um contrato direto por meio de adesão de ata. “Na época da eleição, falavam em apoio aos empresários do Acre”, afirmou Calegário.

De volta para o passado?

Gladson Cameli quer fazer um plano de demissão voluntária no Estado. Edvaldo Magalhães, logo ao saber desse desejo, tratou de relembrar o desastre que foram outros planos parecidos no passado acreano. “Deputado Tchê converse com o governador e sua equipe econômica e peça que esse presente de grego não apareça na Aleac, porque vai ser muito difícil defender isso na tribuna desta casa”, disse Edvaldo.

“Tome pulso”

Duarte, mesmo sendo de um partido que compõe o governo, continua sua plataforma independente. “O que me preocupa, é que tenho visto buscar os erros do governo passado, não vi [o Gladson] governando efetivamente o estado do Acre. Tome pulso deste governo”, disse.

R$ 90 milhões

O parlamentar do MDB cobrou a situação de R$ 90 milhões, vindos de emenda parlamentar federal, destinados para a recuperação de ramais do Acre. Ele explicou que até os próximos meses, o governo precisa enviar a primeira medição de trabalho para garantir o recurso, mas até agora não existe nem licitação, nem licença aberta.

Risos e mais risos

Durante toda a sessão, o que mais houve, além das falas inflamadas, foram os risos e conversas de canto de ouvido. Gerlen Diniz (Progressistas), que deixou a liderança sem explicar muita coisa, demonstrou estar totalmente mais leve. O clima estava tão leve, que Jenilson soltou: “Foi tanta pancada [no governo] hoje, que senti até pena”.

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